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Alcoolismo / Alcoholism

Volume XI Nº1 Janeiro/Fevereiro 2009


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Casos Clínicos / Clinical Cases

Volume XI Nº1 Janeiro/Fevereiro 2009

Resumo/Abstract

O início da Esquizofrenia antes dos 18 anos associa-se a indicadores neurobiológicos de vulnerabilidade e maior incidência de história familiar de patologia do espectro da esquizofrenia. Apesar de relativamente rara, a Esquizofrenia de Início Precoce (EIP) caracteriza-se por sintomatologia mais grave, com pior curso e prognóstico do que qualquer outra patologia psicótica com início na infância ou adolescência.
O tratamento psicofarmacológico deve ser efectuado com agentes antipsicóticos. Porém, estima-se que cerca de 30% dos doentes com esquizofrenia respondam mal aos agentes de primeira linha. Tal como no adulto, a Clozapina tem-se revelado eficaz no tratamento de Esquizofrenias refractárias na criança e no adolescente. Dado o risco de leucopenia associado a esta medicação, uma das estratégias adoptadas para aumentar a contagem de leucócitos nestes doentes tem sido a administração de Lítio. Esta abordagem foi utilizada com sucesso e segurança em crianças tratadas com Clozapina e que desenvolveram neutropenia, permitindo a continuidade do tratamento antipsicótico.
Partindo de um caso clínico, os autores efectuam uma revisão sobre a nosologia da EIP e os desafios terapêuticos que esta coloca, com particular ênfase nas situações refractárias.

Palavras-chave: Esquizofrenia, infância, adolescência, refractária, clozapina.

The onset of Schizophrenia before the age of 18-years-old is associated with neurobiologic indicators of vulnerability and higher incidence of family history of disorders in the spectrum of schizophrenia. Although it is relatively rare, Early Onset Schizophrenia (EOS) is related to more severe symptoms and worse course and prognosis than any other psychotic disorder starting in childhood or adolescence.
Antipsychotic agents should be the main psychopharmacological treatment. However, it is estimated that approximately 30% of patients with schizophrenia respond poorly to first-choice antipsychotics. As well as with adult patients, Clozapine has proven efficacy in the treatment of children and adolescents with refractory schizophrenia. Considering the risk of leukopenia associated with this medication, one of the adopted strategies to increase white blood cells count has been the augmentation with Lithium. This approach was used successfully and safely in children treated with Clozapine that later developed leukopenia, allowing them the continuity with antipsychotic treatment.
After presenting a case report, the authors do a review on the nosology of EOS and its inherent therapeutic challenges, with a special focus on refractory situations.

Key-words: schizophrenia, childhood, adolescence, refractory, clozapine

Tiago Alexandre Faria de Almeida Rodrigues

Interno Complementar de Psiquiatria, Hospital de Magalhães Lemos, Porto

Correspondência com o artigo:
R. Dr. Afonso Cordeiro, 516, 4 – D
4450-309 Matosinhos
E-mail: tiago_a_rodrigues@yahoo.com



Joana Alexandra dos Santos Oliveira de Magalhães Saraiva

Pedopsiquiatra, Centro Hospitalar do Porto/Hospital de Maria Pia, Porto

Correspondência com o artigo:
Endereço: Departamento de Pedopsiquiatria do H Maria Pia
H Magalhães Lemos
R. Professor Álvaro Rodrigues
4149-003 Porto


Declaração de Interesses: Nenhum.

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