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Volume IX Nº3 Maio/Junho 2007
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Entrevistas / Interviews
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Entrevista a Valentim Gentil Filho sobre políticas de Saúde Mental
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Interview with Valentim Gentil Filho about Mental Health policies
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Entrevista Mônica Teixeira
em “Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental” ano VIII, n. 2 |
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Valentim Gentil FilhoInstituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Professor Titular da Faculdade de Medicina da USP |
Mônica Teixeira: Quais são suas restrições ao modelo de saúde mental preconizado pelo Ministério da Saúde?
Valentim Gentil Filho: De várias ordens. O modelo ideal seria uma rede de serviços. Concordo com o princípio de que o hospital psiquiátrico não deve ser o centro, nem a porta de entrada. Não sou contra reduzir o número de leitos hospitalares especializados na medida em que eles sejam desnecessários e substituídos por equipamentos alternativos de atendimento às necessidades médicas e sociais supridas por eles. Sou contra a des-hospitalização imprevidente realizada nos últimos 15 anos. Também critico a falta de investimento em boa psiquiatria, com programas de prevenção secundária efectiva, e na prevenção primária possível, que poderiam de fato reduzir a demanda por leitos hospitalares. No modelo actual, não se prevê quase nenhuma prevenção primária em psiquiatria. Essa é uma restrição importante. Por exemplo: nunca ouvi uma palavra do Ministério da Saúde, em nenhum governo, alertando para as evidências científicas de que maconha faz mal à saúde. Ao contrário, assisto a uma atitude complacente ou mesmo simpática dos seus representantes. Além de agravar e precipitar vários quadros, a maconha fumada por meninas antes dos quinze anos aumenta em três vezes o risco de
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