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Meta-análise e Psicopatia / Meta-analysis and Psychopathy

Volume X Nº2 Março/Abril 2008


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Volume X Nº2 Março/Abril 2008

Editorial / Editorial



1. Carl Rogers, em 1980, no seu livro intitulado A Way of Being[1] referiu-se assim à tendência formativa: “We are tapping into a tendency which permeates all of organic life - a tendency to become all the complexity of which the organism is capable. And on an even larger scale, I believe we are tuning into a potent creative tendency which has formed our universe, from the smallest snowflake to the largest galaxy, from the lowly amoeba to the most sensitive and gifted of persons. (p. 134).

Na mesma obra, Rogers define a tendência actualizante como: “Is characteristic of organic life of which the human organism is one. Individuals have within themselves vast resources for altering their self-concepts, their basic attitudes and self-directed behavior”. (p. 115).

2. Estes dois princípios básicos do movimento rogeriano estão ligados entre si, não só do ponto de vista conceptual como também do ponto de vista semântico.
Em qualquer um deles há uma nítida referência a um impulso para um determinado fim, veiculado pela palavra tendência. O sentido que este termo toma pode ser deduzido, por exemplo, através de André Lalande, no Vocabulaire, Technique et Critique de la Philosophie, onde é referido, relativamente a tendência, que constitui “un caractère de ce qui tend à un fin”. Ainda segundo o mesmo autor, o sentido psicológico que tem sido atribuído a este termo é o de designar genericamente todos os fenómenos de actividade espontânea.
Ribot, na sua obra Psicologia dos Sentimentos, atribui à designação tendência o seu sentido psicológico do seguinte modo: “La tendence n ‘a rien de mystérieux: elle est un mouvement ou un arrêt de mouvement à i’état naissant. J’emploie ce mot, tendence, comme synonyme de besoins, appétifs, instincts, inclinations, désirs; il est le terme générique dont les autres sont des variétés; il a sur eux l ‘avantage d’embrasser les deux aspects, psychologique et physiologique du phénomene”.

Temos, portanto, como ponto de partida destes dois conceitos o sentido de força propulsora que impele o organismo para um determinado fim. Ou seja, estes dois princípios sintetizam a perspectiva motivacional do comportamento dos seres vivos em geral e do homem em particular, na sua formulação mais básica.
Rogers posicionava-se, deste modo, numa concepção do homem e do comportamento humano, ao


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