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Esquizofrenia - Reabilitação / Schizofrenia - Rehabilitaion

Volume IX Nº3 Maio/Junho 2007


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Volume IX Nº3 Maio/Junho 2007

Resumo de Posters / Posters' Abstract


Introdução: O custo do tratamento da esquizofrenia é elevado, correspondendo a cerca de 2-3% dos gastos totais dos serviços de saúde e sociais. (Knapp M, 1997) Os estudos comparativos de COI (“cost-of-ilness”) entre diferentes países sugerem que os custos hospitalares representam a porção mais significativa dos custos directos em saúde na esquizofrenia. (Goeree R, 2004).
Objectivos: Estudar o peso relativo dos parâmetros de internamento e reinternamento de doentes com esquizofrenia entre 2004 e 2006 no Serviço de Matosinhos do Hospital de Magalhães Lemos.
Material e Métodos: Os dados foram recolhidos utilizando a base de dados do Serviço de Matosinhos. Esta base de dados inclui dados administrativos, sócio-demográficos e clínicos, relativos a todos os doentes desta área internados no serviço no triénio 2004-2006. Os dados recolhidos foram tratados estatisticamente para obter parâmetros descritivos.
Resultados: A esquizofrenia foi a patologia responsável pelo maior número de internamentos, correspondendo a 26% dos internamentos neste triénio. O número médio global de dias de internamento em 2006 foi de 15,6 dias, com uma demora média na esquizofrenia de 18,9 dias. Em 2006, aproximadamente um quinto dos internamentos por esquizofrenia foram compulsivos.
Conclusões: Os parâmetros estudados relativos aos internamentos num serviço de psiquiatria de doentes agudos foram substancialmente maiores nos doentes com esquizofrenia, comparativamente com outras perturbações psiquiátricas. A redução do número e duração dos internamentos, com vista à diminuição dos custos directos com a esquizofrenia deve incluir o tratamento médico adequado e interven-

ções psicossociais que visam optimização do funcionamento global do indivíduo (Kilian R, 2003).
Palavras-chave: Esquizofrenia; custo; internamento.
Referências:
Goeree R., Farahati F., Burke N. et al (2005): The economic burden of Schizophrenia in Canada in 2004. Curr Med Res Opin, 21(12): 2017-2028.
Kilian R., Matsvhinger H., Angermeyer M. (2003): Longitudinal analysis of factors influencing direct costs of schizophrenia treatment. Gesundheitswesen, 65(3): 173-80.
Kilian R., Roick C., Matschinger H., Bernert S., Mory C.,  Angermeyer M. (2001): The analysis of the cost structures of the treatment of schizophrenia by means of standardized assessment instruments. Psychiatr Prax, 28 Suppl 2: S102-8.
Knapp M. (1997): Costs of schizophrenia. British Journal of Psychiatry, 171: 509-18.


Reconhecimento emocional de faces e funcionamento psicossocial de pessoas com esquizofrenia

Facial emotion recognition and psychosocial functioning of schizophrenic patients

Aguiar, S., Queirós C., Rocha, N., Bediou, B



Introdução: As pessoas com esquizofrenia apresentam défices na capacidade de reconhecimento emocional de faces (Cutting, 1981; Salem, Kring & Kerr, 1996; Bediou et al., 2005; Martin et al, 2005). Estes défices parecem estar relacionados com dificuldades nas competências sociais e com pior funcionamento psicossocial e qualidade de vida. Contudo, poucos estu-

dos tentaram estabelecer esta relação (Couture, Penn & Roberts, 2006).
Objectivos: Comparar a capacidade de percepção emocional de faces entre pessoas com esquizofrenia e sujeitos saudáveis, e averiguar a relação entre o reconhecimento emocional e o funcionamento psicossocial das pessoas com esquizofrenia.
Método: A amostra foi constituída por 37 participantes com esquizofrenia e por 53 participantes saudáveis. Todos foram expostos a 30 morphed photographs de faces, com seis intensidades nas emoções de alegria, tristeza, zanga, medo e nojo. Para cada fotografia foi solicitado que indicassem qual das emoções estava a ser expressa. Para a avaliação do funcionamento psicossocial dos participantes com esquizofrenia foi utilizado o Life Skills Profile – Versão Portuguesa Autorizada (Rocha et al. 2006), que foi preenchido por um técnico das instituições de saúde mental, familiarizado com o utente.
Resultados e Conclusões: Encontraram-se diferenças significativas no reconhecimento emocional de faces entre os participantes com esquizofrenia e grupo de controlo. Foram encontradas, nos participantes com esquizofrenia, correlações significativas entre a capacidade de percepção emocional e a dimensão comunicação do funcionamento psicossocial. O desempenho nas interacções interpessoais pode depender da capacidade de discriminar correctamente as emoções dos outros. Estes resultados consubstanciam a necessidade de se intervir no nível perceptivo das competências sociais.
Palavras-chave: Esquizofrenia; Reconhecimento Emocional; Funcionamento Psicossocial

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