Director - João Marques Teixeira

www.saude-mental.net


Acesso Reservado




Números Anteriores


ver lista completa >>

Índice

Pesquisa








Índice de Autores


Índice de Temas


Índice de Secções


Esquizofrenia - Reabilitação / Schizofrenia - Rehabilitaion

Volume IX Nº3 Maio/Junho 2007


  • imprimir (pdf)



  • tamanho da fonte


  • carrinho de compras


  • imprimir revista (pdf)




Revisões / Reviews

Volume IX Nº3 Maio/Junho 2007


Resumo / Abstract

O presente artigo procura problematizar, na perspectiva da Abordagem Centrada no Cliente, as implicações da entrada e seguimento do processo terapêutico, dando relevância à experienciação do mundo interno e reorganização íntima da esfera emocional. A mudança é entendida enquanto processo contínuo num crescente de construções e aceitação das vivências organísmicas que diluem a incongruência e potenciam o desenvolvimento do self. Sublinha-se a tendência actualizante e o carácter transformador da experiência que permitem o crescimento e a aceitação de si enquanto pessoa em funcionamento pleno.

Palavras chaves: Abordagem Centrada na Pessoa; processo terapêutico; tendência actualizante; pessoa em funcionamento pleno.

The present article aims to discuss, in Client-Centered Approach, the implications of entry and pursuing of therapeutic process, giving relevance to experience of internal world and personal reorganization of emotional sphere. The changes are understood while continuous process in increasing of constructions and an acceptance of organismic experiences that dilute incongruence and impels development of self. It was emphasizing actualizing tendency and transforming purpose of the experience that allow to growth and acceptance of himself while fully functioning person.

Key words: Client-Centered Approach; therapeutic process; actualizing tendency; fully functioning person



Catarina Pinheiro Mota

Psicóloga Clínica, Doutoranda da faculdade de Psicologia
e de Ciências da Educação da Universidade do Porto

Correspondência relacionada com o artigo:
catarinap_mota@sapo.pt



Introdução



Ao longo da sua carreira e tendo em conta a experiência clínica, Carl Rogers desenvolveu uma premissa fundamental que parte do pressuposto que existe dentro de cada indivíduo uma capacidade para crescer e auto-direccionar-se (Rogers, 1974a).
O campo fenomenológico constitui para si um espaço com tudo o que se passa no organismo, como se de um mundo privativo e pessoal se tratasse, sem ter que pertencer necessariamente a um mundo real objectivo. O self, entendido como uma entidade maleável a esta experiência subjectiva faz parte do campo experiencial, representando uma espécie de gestalt sensível à mudança e ao contínuo processo de reconhecimento.
É através desta flexibilidade que Rogers fundamenta a sua teoria de que as pessoas têm um potencial de crescimento, mudança e desenvolvimento pessoal. Rogers percebe que os indivíduos têm a capacidade de experienciar e de se tornarem conscientes dos seus desajustes ou simplesmente das suas dificuldades.
Este processo está relacionado com as incoerências entre o seu “eu” e as experiências reais, ao que se associa a noção de incongruência. Quando o estado de incongruên-

32