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Esquizofrenia - Reabilitação / Schizofrenia - Rehabilitaion

Volume IX Nº3 Maio/Junho 2007


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Artigos / Articles

Volume IX Nº3 Maio/Junho 2007


Resumo / Abstract

Objectivos: Avaliar os benefícios do programa de reabilitação da Área de Dia do Hospital Júlio de Matos em doentes com Esquizofrenia e Perturbação Esquizoafectiva, ao nível psicopatológico e funcionamento social.
Material e métodos: Num total de 27 doentes seguidos em ambulatório, seleccionaram-se duas amostras com o diagnóstico de Esquizofrenia e Perturbação Esquizoafectiva, segundo o instrumento de classificação DSM IV TR. A primeira amostra (N=14) corresponde a doentes que foram integrados num projecto terapêutico da Área de Dia, enquanto a segunda amostra (N=13) diz respeito a doentes que não participaram em qualquer outro tipo de tratamento, para além do farmacológico em ambulatório e que funcionou, neste estudo, como grupo de controlo. Recorreu-se a dois instrumentos de avaliação: a escala Positive and Negative Syndrome Scale (PANNS) para a avaliação psicopatológica, e a escala Multnomah Community Ability Scale, para avaliação do funcionamento social, durante um período de três meses, tendo-se efectuado três ocasiões de avaliação: à data da entrada no estudo, um mês depois e, por último, ao fim de 3 meses.
Resultados: Da análise dos resultados, verificou-se que ao longo dos três meses, em que decorreu o estudo, não ocorreram melhorias psicopatológicas significativas em ambos os grupos. Contudo, no grupo de doentes que participaram no programa de reabilitação efectuada na Área de Dia, e após três meses, verificou-se uma melhoria no funcionamento social, contrapondo com o grupo de controlo que, a este nível, não registou praticamente qualquer alteração.

(continua)



Pedro Afonso

Médico Psiquiatra do Hospital Júlio de Matos


Maria João Avelino

Interno do Internato Complememtar de Psiquiatria do H. Júlio de Matos


Teresa Homem

Interno do Internato Complememtar de Psiquiatria do H. Júlio de Matos


António Gomes

Médico Psiquiatra do Hospital Júlio de Matos



Introdução



É relativamente consensual que perante algumas doenças psiquiátricas mais graves, como é o caso da esquizofrenia, a terapêutica farmacológica, embora imprescindível, não é suficiente para atingir a reabilitação e a integração socioprofissional, tornando necessário integrar abordagens psicossociais no tratamento destes doentes (Liberman, 2001).

O empobrecimento do funcionamento social – um dos critérios utilizados para o diagnóstico da esquizofrenia (APA, 2000) – acaba por ser um dos maiores desafios no tratamento da doença. Um dos factores que contribuiu para esta situação deve-se ao facto de muitos doentes não terem aprendido, ou terem esquecido, os comportamentos necessários para conseguirem ter êxito nas interacções sociais e nas relações interpessoais (Goldsmithl, 1975; Mueser, 1998).
Como consequência destas incapacidades, originadas pela doença, têm dificuldade em regressar a uma activi-

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