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Volume XIII Nº6 Novembro/Dezembro 2011


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Volume XIII Nº6 Novembro/Dezembro 2011


O exercício melhora a ansiedade



Sabe-se hoje que o exercício físico melhora os sintomas da depressão quer em amostras da comunidade, quer em amostras de doentes. Contudo, o seu efeito na ansiedade, que deveria ser um agravamento da ansiedade em razão dos seus efeitos autonómicos, continua por esclarecer. A revisão que analisamos[1] avalia 40 estudos sobre o efeito do exercício em adultos sedentários com diferentes doenças crónicas. O exercício físico demonstrou ter um efeito pequeno a moderado, tendo os programas curtos (2 semanas) e com uma duração média superior a 30 minutos mostrado serem mais eficazes. Os efeitos eram semelhantes entre as diferentes doenças. Uma das limitações deste estudo consistiu no facto de os autores não relatarem o grau de ansiedade na linha basal, pois poderia ter acontecido que muitos doentes não apresentassem níveis de ansiedade clinicamente relevantes. Mesmo assim as reduções reportadas são importantes.

[1] Herling et al. (2010). The Effect of Exercice Training on Anxienty Symptoms Among Pacients. A Systematic Review..Arch. Int. Med. 170:321.



O exercício aeróbico melhora o desempenho cognitivo?



Esta meta-análise de ensaios clínicos controlados e randomizados incluiu 29 estudos que envolveram 2049 doentes e 234 comparações[2]. Em geral, o exercício aeróbico (tipicamente marcha vigorosa, jogging ou ambos) em estudos maioritariamente com adultos, revelou melhorias modestas na atenção e na velocidade de processamento, na função executiva e na memória, mas não se mostrou da mesma forma com a memória de trabalho.

[2] Smith et al. (2010). Aerobic Exercise and Neurocognitive Performance: A Meta-Analytic Review of Randomized Controlled Trials. Psychosom Med. 72:329



Medicina allternativa e complementar para o tratamento da depressão



Em alguns países, incluindo o nosso, a medicina alternativa e complementar é usada com maior ou menor frequência em pessoas com ansiedade e depressão, dado que são estas as pessoas que habitualmente recorrem com mais frequência a estes métodos. Esta revisão compreensiva e académica analisa a evidência para as terapêuticas mais usadas para a depressão que inclui os ácidos gordos ómega-3, o hipericão, a s-adenosil –L – metionina (SAMe), a acupunctura, a terapia pela luz, o exercício físico e a terapia cognitiva baseada no mind-fulness[3]. No geral, esta análise conclui que a maior parte dos estudos têm problemas metodológicos que comprometem quer os resultados, quer a confiança nos mesmos. A mensagem final sublinha a necessidade de estudos comparativos com tratamentos tradicionais.

[3] Freeman et al. (2010). Complemetaryand Alternative Medicine in Major Depressive Disorder. The Psychiatric Association Task Force Report. J. Clin. Psychiatry. 17:669


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