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O Sono e os Jovens / Sleep and the Youngest

Volume XIII Nº5 Setembro/Outubro 2011


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Escolhas do Director / Editor's Choices

Volume XIII Nº5 Setembro/Outubro 2011


Tratamento com sertralina e com naltrexona em alcoólicos deprimidos

Treatment with both sertraline and naltrexone for depressive alcoholics



A depressão major co-existe, com frequência, com a dependência de álcool. Apesar disso não há muita evidência que permita esclarecer os clínicos quando devem tratar a depressão imediatamente ou esperar para verem que tipo de quadro clínico emerge após a resolução da dependência.
Estes investigadores conduziram este estudo randomizado e controlado, num único centro, em 170 doentes de ambulatório com depressão major e dependência de álcool.
Os doentes foram tratados com sertralina (dose de início- 200mg/dia) durante 14 semanas ou com naltexona (dose de início – 50 mg; dose máxima – 100 mg/dia), ou a combinação das duas substâncias e, finalmente, placebo. Os doentes também participaram em grupos de apoio e tinham terapia cognitivo-comportamental (TCC) uma vez por semana.
Todos os grupos apresentaram taxas de adesão ao tratamento semelhantes (87%), enquanto que a adesão média à TCC foi de 59%. Durante o ensaio a taxa de drop-outs foi de 43% (por razões clínicas e sociais), mas a diferença entre os grupos não foi significativa. No fim do tratamento, as análises de intenção de tratar mostraram que o grupo que combinava os dois fármacos

apresentava uma maior percentagem de doentes abstinentes, comparativamente com os outros grupos combinados (54% vs 24%). Ao mesmo tempo também apresentavam maiores tempos até à recaída. (64 vs 42 dias).
Este estudo de curta duração replicou os dados de outros estudos. No entanto, a eficácia do tratamento sem a TCC e os aspectos sociais do programa ainda assim estão por esclarecer. Mesmo assim os clínicos devem considerar estes dados quando procederem ao tratamento destes doentes.

Pettinati et al. (2010), Am J Psych.
(http://dx.doi.org/10.1176/appi.ajp.2009.08060852



Fluoxetina para prevenir a recaída na depressão bipolar tipo II?

Fluoxetina to prevent relapse of bipolar II depresssion?



As normas de orientação recomendam a manuenção com anti-depressivos para a manutenção de doentes que recuperaram de depressões monopolares.
Ao contrário, essas normas desencorajam o uso destas substâncias em doentes com depressão bipolar.
Muitos estudos com antidepressivos incluiram doentes com depressões bipolares de tipo I e II. Os resultados desses estudos sobre os doentes com depressão bipolar tipo II apresentaram resultados divergentes: alguns sugeriram benefícios, enquanto que outros sugeriram um aumento nas viragens do humor com o uso de antidepressivos, mesmo que acompanhados com estabilizadores do humor. Este estudo avalia esta questão. A fase inicial envolveu a monoterapia com fluoxetina (20-80 mg/dia) em 148 doentes com perturbação bipolar tipo II (idade média=37 anos). Após 12 semanas, apenas os doentes que responderam ao tratamento anterior (n=83) seguiram para a 2ª fase; destes, 81 foram randomizados para fluoxetina em monoterapia (10-40mg/dia) durante 50 semanas ou foram descontinuados da fluoxetina e iniciaram tratamento com lítio (350-1250mg/dia com níveis séricos alvo entre 0,5-1,5mml/l) ou, então, placebo. O tempo médio para a remissão completa da depressão ou para a recorrência foi

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