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Depressão e demência / Depression and dementia

Volume XIII Nº1 Janeiro/Fevereiro 2011


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Escolhas do Director / Editor's Choices

Volume XIII Nº1 Janeiro/Fevereiro 2011


Selecção de artigos de revisão importantes

Selecting important reviews




Revisão do EEG quantitativo

qEEE review



O uso do EEG quantitativo (EEGq) como um instrumento de diagnóstico em neuropsiquiatria tem estado envolto em grande polémica. Os autores deste artigo fizeram uma revisão compreensiva da evidência quanto à utilização desta técnica de EEG, ao mesmo tempo que explicaram quer a terminologia diagnóstica, quer os tipos de avaliação (análise visual, análise espectral, comparações uni e multivariadas)[1], tendo também se pronunciado sobre a importância de bases de dados adequadas quer de grupos de controlo clínicos, quer de populações normativas. A estandardizada leitura visual inicial por um electroencefalografista qualificado é essencial, antes da aplicação das técnicas de EEG quantitativo. No essencial, os autores sugerem que o EEGq pode ser útil na detecção e no diagnóstico diferencial de perturbações da infância, como as perturbações da aprendizagem e da atenção, bem como das perturbações depressiva, bipolar e demenciais. Antes de os clínicos pedirem um EEGq ou interpretarem um relatório, devem ler a revisão aqui comentada.

1 Coburn KL et al. The value of quantitative electroencephalography in clinical psychiatry: A report by the Committee on Research of the American Neuropsychiatric Association. J Neuropsychiatry Clin Neurosci 2006 Fall; 18:460-500.



Efeitos neuropsiquiátricos dos anti-epiléticos

Neuropsychiatric effects of antiepileptic drugs



Os doentes podem tomar um antiepiléptico quer para uma perturbação psiquiátrica primária, quer para uma perturbação neuropsiquiátrica como a epilepsia ou as cefaleias.
A epilepsia e a migraine aumentam o risco de depressão, ansiedade e de perturbações bipolares. É hoje consensual a necessidade de se estar atento quer aos efeitos potencialmente benéficos, quer aos efeitos neuropsiquiátricos adversos destes agentes.
Os autores deste estudo fizeram uma revisão de estudos abertos e de estudos controlados, tendo publicado, online, tabelas de anti-epilépticos com as suas aplicações quer na epilepsia, quer nas perturbações psiquiátricas primárias. Os seus resultados apontam para a sustentação do seu uso neste tipo de perturbações. Por isso, entendemos que essa revisão[2] constitui uma referência importante para todos os psiquiatras.

2 Ettinger AB. Psychotropic effects of antiepileptic drugs. Neurology 2006 Dec 12; 67:1916-25.



Análise dos estudos sobre custo-efectividade em relação aos antipsicóticos

Analyzing the cost-effectiveness analyses of antipsychotics



O CATIE (Clinical Antipsychotic Trials of Intervention Effectiveness) e outros estudos relacionados levantaram algumas questões quanto aos benefícios relativos dos antipsicóticos atípicos comparativamente com os antipsicóticos convencionais. Por isso, esta revisão é muito bem vinda[3]. Os autores fizeram uma revisão de 8 análises de custo-efectividade de antipsicóticos típicos e atípicos para o tratamento de doentes com esquizofrenia, baseados em 6 ensaios clínicos randomizados. Concluíram que existiam inúmeras limitações metodológicas e que, por isso, a actual evidência não apoia a sugestão segundo a qual os antipsicóticos atípicos têm uma relação custo-efectividade melhor que os típicos. Outros autores estão a examinar em que medida estas substâncias conferem uma vantagem clínica global. Por isso, a sua prescrição deve sempre basear-se numa análise entre os benefícios potenciais e as desvantagens para um doente concreto.

3 Polsky D et al. Clinical trial-based cost-effectiveness analyses of antipsychotic use. Am J Psychiatry 2006 Dec; 163:2047-56.


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