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Motivação e Esquizofrenia / Motivation and Schizophrenia

Volume XI Nº5 Setembro/Outubro 2009


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Volume XI Nº5 Setembro/Outubro 2009

Casos Clínicos / Clinical Cases



Resumo/Abstract

O bocejo excessivo, na ausência de sensação de fadiga ou sedação, já foi anteriormente descrito como efeito secundário de alguns fármacos antidepressivos, sendo, em alguns casos, acompanhado de excitação sexual e/ou orgasmos espontâneos, na ausência de estimulação sexual voluntária.
Com este trabalho, pretendemos rever as bases neuroanatomofisiológicas do bocejo e a sua relação com a empatia (Teoria da Mente), partindo de um caso clínico de bocejo excessivo induzido pela paroxetina.

Palavras-chave: Bocejo excessivo, Empatia, Paroxetina, Teoria da Mente

Excessive yawning without fatigue or sedation has already been described as a side efect of a few antidepressive drugs. In some of these cases, it can also be accompanied by sexual arousal and/or spontaneous orgasms, in the absence of voluntary sexual stimulation.
The authors make a comprehensive approach of the neuroanatomophysiologic bases of yawning and its relation with empathy (Theory of Mind), using a case report of paroxetine-induced excessive yawning, as a starting point.

Key-words: Empathy, Excessive Yawning, Paroxetine, Theory of Mind



Isabel Milheiro

Interna Complementar de Psiquiatria do HSM- Braga



Filipa Pereira

Interna Complementar de Psiquiatria do HSM- Braga



Álvaro Machado

Assistente Hospitalar de Neurologia do HSM - Braga

Filiação Institucional: Hospital de S. Marcos, Braga

Correspondência:
Isabel Milheiro
Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital
de S. Marcos, Braga
isabelalmendramilheiro@gmail.com


Introdução



Os etologistas concordam que a maior parte dos vertebrados boceja, sendo o bocejo morfologicamente semelhante nos répteis, pássaros, mamíferos e peixes[1].
O bocejo é um acto motor estereotipado, muitas vezes repetitivo, caracterizado pela abertura da boca acompanhada de uma inspiração profunda seguida de uma pequena expiração. Nos humanos, a expansão da faringe pode quadruplicar o seu

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